"Defendendo a Independencia de Timor-Leste"

"Defendendo a Independencia de Timor-Leste"

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Biography - Adaljiza Magno

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE

FRETILIN


Biography
2 October 2007

Adaljiza Magno

Adaljiza Albertina Xavier Reis Magno was born in Baguia, January 7,
1975 to Ana Xavier G. Magno and Alberto dos Reis Magno. Adaljiza was
only 11 months when Indonesia invaded Timor-Leste. Her family escaped
to Mount Matebian with FRETILIN for 4 years before returning to Baguia
in 1979. In 1980 they surrendered to the Indonesia army due to the
food scarcity and malnutrition at that time.

Adaljiza married Rosantino Amado Hei dos Anjos in October 2003. The
couple has one baby daughter, Rosejiza Nabilan Magno Hei.

Adaljiza is a FRETILIN member and was the former Vice Minister of
Foreign Affairs and Cooperation in the First and Second Constitutional
Governments and acting Minister of Foreign Affairs and Cooperation in
the Third Constitutional Government.

Education and Qualifications

Adaljiza attended primary school from 1982-87, pre-secondary school
from 1987-90 and secondary school from 1990-93 in Dili. She graduated
with a degree in Economics from the Sebelas Maret National University,
Surakarta, Indonesia.

Professional Career

Adaljiza was elected to represent FRETILIN in the Constituent Assembly
in September 2001 to May 2002, and served in the first National
Parliament from 2002 until July 2005. At 26 years old Adaljiza was
the youngest member of the Constituent Assembly. Adalgiza was also
appointed the Secretary of the National Parliament's Committee of
Economic and Finance.

In 2005, Adaljiza attended the 4th meeting of the CPLP Parliament and
she has attended several meetings related to the Petroleum Fund
organized by NORAD in Oslo, Norway.

In July 2005 Adaljiza was appointed the Vice Minister of Foreign
Affairs and Cooperation in the First Constitutional Government and at
30 years of age, was the youngest member of the government.

Political Activities

Before being elected to the Constituent Assembly, Adaljiza was one of
Timor-Leste's vocal women activists. She became involved in the
student movement for Timor-Leste's independence whilst completing her
university studies in Indonesia.

Adaljiza was a member of the Catholic Students of the Republic of
Indonesia Organization (PMKRI) in Surakarta from 1993 to 1998 and she
joined the SAHE Study Club based in Jakarta, Indonesia in 1998. It was
during this time that Adaljiza and her colleagues also established the
Communication Forum for Timor Lorosae's Women (FORELSAN), in
Yogyakarta, Indonesia.

Adaljiza returned to Timor-Leste in 1999 during the UN supervised
independence referendum. When the result was announced, the
pro-autonomy militias with Indonesian military support systematically
carried out an intense campaign of violence and intimidation that
resulted in major destruction of Timor-Leste; the displacement of
hundreds of thousands of civilians; and in over a thousand citizens
killed. Adaljiza and her family were among those forced to flee across
the border to Kupang in West Timor. They remained in the refugee camps
there for a week, before moving to Bali as a result of continued
militia intimidation of the refugees. Adaljiza and her family returned
to Timor-Leste after the arrival of the UN endorsed International
Peace Keeping Force in October 1999.

Following Timor-Leste's independence from Indonesian military
occupation, Adaljiza resumed her activism. Her commitment to working
for social change, justice and the restoration of people's dignity
mixed with her capability and analytical mind led her to be selected
to represent the Timor Labor Union at the 88th Session of the ILO
International Labor Conference in Geneva, Switzerland in 2000. During
that same year she was a representative of the NGO East Timor Action
Network (ETAN) on a speaking tour that visited 22 states in the USA.
She delivered lectures in various universities including Yale
University, Colombia University, Stanford University, University of
California at Berkeley, and City University of New York on topics such
as the East Timorese independence struggle, women's issues and
justice.

In 1999 Adaljiza co-founded the 'Sahe Institute for Liberation' (SIL),
a popular education NGO in Dili and remained with SIL until 2001 when
she was elected to the Constituent Assembly. She was the Head of
Advocacy Division in SIL from June 1999-September 2001. In November
1999 Adaljiza was a volunteer with HAK, a human rights association, as
their Popular Education Coordinator until June 2000. Adaljiza lectured
in Human Rights at the National University of Timor-Leste (UNTL) in
2000.

From November 1999 until June 2000, Adaljiza joined the advocacy
division of the local NGO, the Communication Forum for East Timor
Women (FOKUPERS). In 2001, she was appointed to the organizing
committee to establish Rede Feto Timor-Leste (East Timor Women's
Network). She acted as a consultant to UNFPA from June-August 2001 on
the report on Domestic Violence in Timor-Leste.

Adaljiza currently serves as a Board member of two civil society
organisations, namely HAK Association from 2002 till 2006 and FOKUPERS
from 2004 until 2007. This year, she represented the civil society
organizations at the 3rd East Timor donors meeting in Canberra,
Australia.

In 2003, Adaljiza represented FRETILIN in an exchange program to the
People's Republic of China, which focused on politics, culture,
economics, and history.

Adaljiza has also written various published articles on justice, women
and the economy.

Adaljiza is fluent in Tetum, Portuguese and Macasae (dialect from
Baucau) Bahasa Indonesia, and English.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Comunicado por ocasiao da morte do Camarada Jacob Fernandes / Komunikadu

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TETUM:




PORTUGUES:



sábado, 15 de setembro de 2007

DECLARAÇÃO POR ANICETO GUTERRES, LÍDER DO GRUPO PARLAMENTAR DA FRETILIN NA OCASIÃO DO ENCERRAMENTO DA DISCUSSÃO DO PROGRAMA DO GOVERNO EM 15 DE SETEM

Sr. Presidente do Parlamento Nacional, Excelências
Ilustres Deputados
Todo o Povo de Timor-Leste

Há muitas questões que nós o Grupo Parlamentar da FRETILIN levantámos na nossa declaração preliminar, e nas declarações de muitos dos seus deputados . Contudo, não recebemos ainda quaisquer resposta ou explicações deste governo. Muitas questões importantes levantadas foram simplesmente ignoradas.

Vou levantar outra vez algumas questões, e peço desculpa por qualquer repetição, em relação a este programa; um programa que Sua Excelência o próprio Sr. Xanana Gusmão reconheceu ser como uma declaração de intenções políticas. Todo o povo de Timor-Leste está à espera das respostas e das explicações claras sobre as seguintes questões:

1. Não há nenhuma intenção clara da parte deste governo em dar garantia de serviços de saúde gratuítos ao Povo. Este governo não tem também uma política clara sobre os direitos das crianças terem acesso à educação básica gratuita, fala apenas da educação primária.

Também não sabemos se o governo continuará a fornecer alimentação escolar, que foi garantida pelo governo anterior. As Secções 57 e 59 da Constituição, já garantem a todos e a cada cidadão o direito a serviços de saúde gratuitos e à educação universal básica de acordo com a capacidade do Estado em prestar esses serviços.

Mas, por outro lado, o Governo quer pagar pensões, subsidiar e prestar assistência social aos pobres, aos idosos e aos vulneráveis. Isto significa que este governo tem toda a possibilidade para continuar a prestar serviços de saúde gratuítos a toda a gente, como pode também dar educação gratuíta a todas as nossas crianças.

O que é que isto significa, então? Talvez isto significa que há uma intensão política de privatizar os serviços da saúde e da educação?

2. Na área da justiça, o nosso deputado Domingos Sarmento já levantou uma questão importante à qual não recebeu uma resposta, relativa à criação de “estruturas de coordenação” e planeamento conjunto da política de administração de recursos humanos do sistema judicial.

Anteriormente na Indonésia, Soeharto criou uma estrutura muito parecida com esta, que era conhecida pela sigla Mahkejahpol ou Dilkejapol (Tribunais, Ministério da Justiça, Procurador-pùblico e Polícia), useda para controlar e influenciar o processo da justiça no interesse do regime. Ele usou o mesmo raciocício que este governo usa, que é coordenar, harmonizar e fazer planeamento conjunto. Na prática as agências de informações estavam também envolvidas. Desta maneira, Soeharto usou esta estrutura para criar uma total dependência dele e para influenciar os tribunais e os procuradores, de baixo até ao topo, começando pelo recrutamento dos juízes e procuradores até tomarem as suas decisões. Na Indonásia agora aboliram esta estutura, atiraram-na fora.

É exactamente com a mesma intenção, apenas com diferenças menores, que as intenções correntes envolverão o Conselho Superior Judiciário e o Conselho Superior dos Procuradores Públicos, porque na Indonésia, instituições como estas não existiam.

Vem exactamente daqui uma estrutura como esta que está em linha com o pensamento deste governo, e que será ainda mais perigosa e potencialmente prejudicadora dos princípios muito importantes da independência do sistema judiciário e da imparcialidade dos tribunais.

Finalmente, isso pode também ameaçar a separação dos poderes, que se tornou fundamental no nosso país. Se depois olharmos à conexão entre isto com o facto de Sua Excelência o Sr. Xanana Gusmão, como Primeiro-Ministro ter acumulado muitas funções tais como a defesa e a segurança e outras funções importantes, para que tipo de fenómeno é que isto aponta?

Há ainda algumas intenções deste governo, para implementar uma política de controlo social, principalmente na área da justiça criminal, mas porque não há nenhuma explicação clara, tornou-nos a todos muito curiosos para saber se isto é também para efectuar controlo poltico?

Ainda na área da justiça, este governo tem a intenção de criar tribunais especiais. Perguntamos, tribunais especiais para quê, não sabemos? Isto é muito idealista e ambicioso, mas acima de tudo, quando se referem a tribunais especiais, estes estão de for a das categorias de tribunais previstos na Constituição da República, são portanto inconstitucionais. Por causa disto nem devem sonhar em fazer milagres.

Obrigado.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Intervenção do Chefe da Bancada da FRETILIN no dia 13 de Setembro de 2007 – Discussão do Programa do Governo Inconstitucional

Sua Excelência,

o Senhor Presidente do Parlamento Nacional!

Ilustres Deputados!

Povo de Timor-Leste!


 

Antes do debate do programa do Governo, nós, os deputados da bancada parlamentar da FRETILIN, gostaríamos de reafirmar que não reconhecemos a legitimidade deste Governo tal como já o fizemos na nossa declaração de 13 de Agosto de 2007.


 

Porquê?


 

Todos nós sabemos que foi a FRETILIN que ganhou as eleições mas, entretanto, os que perderam a corrida eleitoral, estabeleceram rapidamente uma aliança para impedir que a FRETILIN formasse o governo de acordo com a Constituição e a expressão popular.


 

Por esta razão, nós, na qualidade de representantes eleitos pelo povo, gostaríamos de fazer lembrar-vos que, embora não reconheçamos que este Governo tenha legitimidade para governar Timor-Leste, expressaremos as nossas preocupações sobre o Programa apresentado ao Parlamento Nacional.


 

Há muitos assuntos neste Programa que nos preocupam.


 

  1. Não sabemos ao certo como foi elaborado este programa uma vez que não foi feito o ponto da situação sobre o estado actual da nação. Não sabemos o que já foi feito, o que deveremos fazer e o que faremos dentro dos próximos cinco anos.
  2. Isto não é um programa, mas uma declaração politica de intenções, ou seja, uma declaração eleitoral. Talvez seja esta a oportunidade encontrada pelo governo para apresentar o programa eleitoral que não foi apresentado ao povo.
  3. Detectamos contradições neste programa, tais como: Fala-se de descentralização e desconcentração e propõe-se, entretanto, criar uma instituição centralizadora, como por exemplo, a Função Pública.
  4. Pior ainda, fala-se da transparência, prestação de contas, corrupção, conluio e nepotismo, mas propõe-se estabelecer um sistema do "saco azul" sob o nome de Fundos Extraordinários com vista a justificar o levantamento do dinheiro do Fundo do Petróleo.
  5. Manifesta-se o desejo de se fazer despesas com o dinheiro do Fundo do Petróleo por vias mais fáceis distribuindo-se dinheiro para os projectos das ONG's e outros projectos. Deste modo, o Governo revela que
    não cumprirá a Lei que regula o Fundo do Petróleo, a qual estabelece que qualquer movimentação de dinheiro, mesmo que seja de um centavo, terá de passar pelo Orçamento do Estado e terá que ter aprovação deste Parlamento. Onde estão a transparência e a prestação de contas ao nosso povo? O dinheiro do Fundo do Petróleo pertence ao povo; não é deste Governo.
  6. Há sobreposição de funções como, por exemplo, entre as da Unidade do Apoio Jurídico da Secretaria do Conselho de Estado de Ministros e as do Gabinete de Assessoria Jurídica do Ministério da Justiça.
  7. Há também algumas questões inconstitucionais neste programa. Não estão conforme a Constituição da República quando se diz, por exemplo, que é o Governo que deve aprovar o Código Penal, o Código Civil e o Código de Trabalho e que lhe cabe também definir a política da defesa.
  8. Este programa é inconstitucional porque o Governo quer exercer funções que não são da sua competência, funções essas que pertencem aos outros órgãos de soberania, designadamente aquelas que são da competência do Parlamento Nacional. Diz-se que o Governo é que implementa a legislatura, a IV legislatura!
  9. Este governo ilegítimo também quer exercer funções que são da competência exclusiva do Presidente da República, órgão soberano eleito pelo povo com 70% de votos favoráveis, através das eleições gerais. O Governo quer nomear o Chefe do Estado Maior, o General das F-FDTL.


 

Sua Excelência,

o Presidente do Parlamento Nacional ,

Ilustres Deputados

Povo de Timor-Leste


 

  1. Este programa não dá qualquer garantia para a prestação de serviços gratuitos de saúde para o povo, não faz nenhuma referência à saúde materno -infantil e à SIDA. O que é que isto significa? Significa que deve-se ter dinheiro para se poder receber tratamentos no hospital? Ou será que o Estado concederá subsídios aos pobres para que possam pagar serviços prestados pelas clínicas privadas? Nós sabemos que, alguns membros deste Governo têm amigos e familiares que são responsáveis pelas ONG's e que alguns estão a pensar em criar ONG's para receber o dinheiro proveniente do Fundo do Petróleo. Será que lutarão mesmo contra a Corrupção , Conluio e Nepotismo ou facilitarão a Corrupção, o Conluio e o Nepotismo? Nós, na qualidade de representantes eleitos pelo povo , perguntamos respeitosamente: Para onde é que, realmente, este Governo quer conduzir o nosso povo?
  2. Este programa é pouco claro quanto ao direito das crianças à educação

    gratuita, desde o ensino básico até ao secundário. Menciona-se apenas o ensino básico. O que é que isto significa? Significa que as nossas crianças deverão ter dinheiro para poderem prosseguir os seus estudos? Ou será que o Estado concederá subsídios aos pobres para poderem pagar escolas privadas? Se for assim, os subsídios serão concedidos aos pobres ou às escolas privadas?

  3. Este programa não faz qualquer referência às Forças Internacionais ou

    Australianas. Até quando ficarão no nosso país, quantos ficarão cá, e porquê?

  4. A UNPOL não é mencionada.
  5. Não se faz referência aos direitos da criança;
  6. Não se sabe como serão garantidos os direitos das vítimas de acordo com as recomendações da CAVR. Não há qualquer consideração pela Resolução do Parlamento Nacional quanto ao relatório da CII sobre as vítimas da crise de 2006.
  7. Por último, gostaríamos de referir que este Programa não faz qualquer projecção macro - económica e não menciona o crescimento económico nos próximos cinco anos. Desconhecemos portanto qual será a nossa economia nos próximos cinco anos e quais serão as condições de vida do nosso povo. Este Governo quer eliminar taxas e impostos, quer dar vários incentivos ao sector privado e quer conceder pensão a todos.


 

  1. Se assim acontecer, donde virão as receitas?
  2. Do Fundo do Petróleo?
  3. Já fizeram as contas?
  4. O povo será informado por este governo?
  5. O que acontecerá, se o preço do petróleo baixar?
  6. Recorremos a dívidas? Qual é o limite destas dívidas?
  7. Querem sufocar-nos com dívidas assim como aos nossos filhos e aos nossos netos?


 

Sua Excelência,

o senhor Presidente do Parlamento Nacional!

Ilustres Deputados!

Povo de Timor-Leste!


 

Todos nós compreendemos que este programa não deve ser tomado de ânimo leve. Devemos discuti-lo com cuidado; não nos precipitemos.


 

Devemos actuar em conformidade com a Constituição.


 

Começaremos pelo preâmbulo do programa e discuti-lo-emos até ao fim, mas, não é apenas isso.


 

Temos que ver também a relação entre este Programa e a orgânica deste Governo de facto.


 

Porquê? Porque a estrutura do Governo deve obedecer à uma orgânica que dê garantias para a implementação do programa como, por exemplo, que a descentralização seja de facto garantida.


 

Excelência! O Senhor Xanana Gusmão não assume apenas o cargo de Primeiro Ministro. Não! Ele acumula também várias cargos. Sob o título de Ministro de Defesa e Segurança, ele acumula as funções do Ministro de Defesa, do Ministro do Interior e do Ministro da Segurança.


 

Sua Excelência quer controlar também os recursos naturais, incluindo o petróleo. É por isso que não existe o Ministro dos Recursos Naturais e há apenas um Secretário de Estado que depende directamente dele.


 

Sua Excelência quer controlar também a Autoridade Bancária de Pagamentos!


 

Isto é descentralização e desconcentração?


 

Fala-se lindamente dos direitos humanos no Programa mas diminui-se a sua importância na estrutura orgânica do governo.


 

A Assessoria dos Direitos Humanos, de acordo com a estrutura orgânica deste Governo de facto está sob a tutela do Ministério da Justiça.


 

Sua Excelência não quer tutelar os direitos humanos porque já possui muitos cargos?


 

Nós compreendemos… Caso seja esta a razão, não se pode então fazer abordagens no programa que não venham a ser implementadas.


 

O nosso povo merece respeito de todos. Devemos falar a verdade e não de qualquer maneira.


 

Há muitos assuntos que gostaria de abordar aqui mas, segundo o Regimento do Parlamento Nacional, devo dar tempo aos restantes deputados para que todos possam dar as suas contribuições e só depois disto, farei a minha segunda intervenção.


 

Muito obrigado.


 


 


 

* Intervenção do deputado Aniceto Guterres, líder da Bancada da FRETILIN, no dia 13 de Setembro de 2007 (tradução livre de tétum para português)

_____________________________________________________________________

DEPIM- F ( Departamento de Informação e de Mobilização da FRETILIN)

fretilin@gmail.com

terça-feira, 11 de setembro de 2007

11 de Setembro de 1975 - dia da transformacao da ASDT para FRETILIN

PARABENS A TODOS CAMARADAS MILITANTES E SIMPATIZANTES DA FRETILIN!

HONRA AOS CAMARADAS QUE DERAM AS SUAS VIDAS PELA LIBERTACAO DA PATRIA!

JUNTOS VENCEMOS A COLONIZACAO PORTUGUESA!

JUNTOS VENCEMOS A OCUPACAO INDONESIA!

HOJE ENFRENTAMOS UMA NOVA BATALHA, CONTRA OS OPORTUNISTAS E SEUS ALIADOS, E JUNTOS VENCEREMOS!

A LUTA CONTINUA!

A VITORIA E CERTA!

VIVA A FRETILIN!

FRETILIN MAK POVO, POVO MAK FRETILIN!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Comunicado de Imprensa Aniceto Guterres – O Parlamento é apenas um "megafone" do CNRT

FRENTE REVOLUCIONARIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

Comunicado de Imprensa
Dili, 10 Setembro 2007

ANICETO GUTERRES: O PARLAMENTO É APENAS UM "MEGAFONE" DO GOVERNO DO CNRT; DESAPARECEU A DEMOCRACIA PARLAMENTAR.

O executivo do Parlamento Nacional de Timor-Leste, constituído pelo CNRT e os seus aliados, tornou-se um "lacaio" e "porta-voz/megafone" do governo do CNRT de facto, apesar do Presidente do Parlamento Nacional ter afirmado no discurso após a eleição do Presidente que o Parlamento Nacional nunca se tornaria o "porta-voz" do governo, disse hoje o líder do grupo parlamentar da FRETILIN Aniceto Longuinhos Guterres.

"Já tínhamos visto na eleição do executivo do parlamento que não têm tendências democráticas e que não respeitam os outros grupos parlamentares como representantes legítimos do povo. Deliberaram e vingativamente negligenciaram o estatuto da FRETILIN como o partido mais votado e o maior grupo parlamentar. Agora, podemos ver outra vez que não respeitam os outros grupos parlamentares e que não estão disponíveis para seguir as regras parlamentares, que garantem a cada deputado uma voz no parlamento através da realização de sessões plenárias regulares semanais do parlamento onde cada um possa falar," disse Guterres.

Em 7 de Setembro, foi emitida a Notícia No. 4/SAPLEN/II, em nome do executivo parlamentar seguindo-se a um encontro de representantes dos grupos parlamentares na passada Quarta-feira, 6 de Setembro, decretando que as sessões plenárias regulares para hoje e amanhã tinham sido suspensas. Contudo a FRETILIN contra-argumenta que esta notícia transgride as próprias regras do parlamento, que estipula que as sessões plenárias do parlamento se devem realizar todas as Segundas e Terça-feiras e a FRETILIN questionou as razões do executivo do parlamento por detrás desta suspensão das sessões plenárias.

"Eles suspenderam as sessões plenárias porque eles não querem que a FRETILIN ou os outros partidos levem ao plenário hoje ou amanhã as questões muito preocupantes que já se levantaram acerca da proposta do programa de governo. É importante notar que o próprio documento com a proposta de programa de governo foi distribuído aos deputados pela porta de trás; isto é sem ter sido formalmente e de forma apropriada agendado para a sessão plenária do parlamento como por direito devia ter sido. Claramente reconheceram este erro e agendaram a marcação do programa do governo para uma sessão plenária a realizar-se amanhã," acrescentou.

Guterres deixou também claro que como líder do grupo parlamentar da FRETILIN, durante o encontro dos representantes dos grupos parlamentares que se realizou no dia 6 de Setembro passado, ele requerera que as sessões plenárias para começar a discutir o programa de governo deviam ser agendadas para o próximo dia 17 de Setembro de modo a dar quatro ou cinco dias para os deputados poderem analisar o programa de governo, assim garantindo que o debate pudesse ser mais frutuoso.

"Como vemos as coisas a moldura de tempo proposta é demasiadamente curta porque apenas recebemos uma fotocópia da versão Portuguesa do documento do programa do governo na Sexta-feira à tarde, quase noite. Muitos dos deputados de todos os partidos são novos e têm conhecimento limitado do Português. Não tiveram tempo suficiente para analisar adequadamente o programa do governo. Muitos nem sequer tinham visto antes um programa de governo. Apesar de termos insistido várias vezes, sendo a última vez no Sábado 8 de Setembro, para ser marcada a sessão plenária para debater o programa de governo para o dia 17, o executivo do parlamento insiste que a deve marcar para o próximo 13 de Setembro. Isto aconteceu porque estão a ser pressionados por todos os lados para aderirem à data de 13 de Setembro," disse Guterres.

"O grupo da FRETILIN atenderá o parlamento esta manhã e amanhãs, porque como vemos as sessões plenárias não foram suspensas de acordo com as regras parlamentares, dado que apenas uma deliberação do plenário do parlamento decreta que as sessões podem ser suspensas ou agendadas para datas alternativas. Estivemos hoje nesta casa do povo, porque não aceitamos o desrespeito mostrado contra as regras parlamentares. Viemos hoje para levantar e discutir questões muito importantes que afectam mesmo agora o nosso povo, de acordo com o nosso direito como representantes do povo exercidos por intermédio da sessão plenária e de acordo com as regras do parlamento," clarificou Guterres.

"Contudo, mais uma vez podemos ver claramente que apesar do seu serviço de boca a promoveram a democracia, a prática da política de inclusão e de respeito pelos direitos do povo, que eles na realidade não respeitam o povo porque mostram falta de respeito pelos grupos e pelo seu direito de participar em sessões plenárias nestes tempos salvaguardados pelas regras do parlamento."

"O parlamento tornou-se o megafone do governo. Não precisam de tentar representar o contrário. Este é um passo muito regressivo para a nossa nova legislatura. A FRETILIN tudo fará dentro dos seus poderes para se opor a estas acções do executivo parlamentar, acções manifestas na desvalorização do papel do parlamento e um descarado desrespeito do parlamento como órgão representante do povo," concluiu Guterres.

Contactos: José Teixeira (+670) 728 7080, ou email: fretilin.media@gmail.com

Leader of Timor Leste’s Fretilin Party visiting RI Jakarta

Antara - 09/10/07 21:36

- The leader of Timor Leste’s Fretilin Party, Mari Alkatiri, is currently visitng Indonesia to meet and hold dialogs with local political parties and other organizations.

At a meeting between him and Tifautul Sembiring, chairman of the Muslim-based Prosperous Justice Party (PKS) here Monday, the two sides agreed to step up two-way communications and explore the possibility of closer cooperation in the future.

Tifatul said after the meeting, " We had a dialog just now and I think it would be good for our two parties to cooperate with the purpose of building for the future."

He said at the present stage the two parties would first increase their two-way communications.

"We will first communicate with each other. We do not know yet what the cooperation will be like. Well, we will just correspond with each other first," he said.

Asked about the difference in ideology between the two parties, Tifatul said the spirit of his meeting with Alkatiri was building dialog for a better future.

"He (Mari Alkatiri) just now also admitted that his party’s ideology was socialism and not all in his delegation were Moslems," he said.

Tifatul further said that besides giving a lecture to Muhammadiyah (Islamic organization) Alkatiri during his visit here also wished to show that Fretilin still existed although it failed to win the posts of president and prime minister in Timor Leste’s recent general elections.

"Because as you know, Indonesia’s views will somehow always affect the political situation in Timor Leste," Tifatul quoted Alkatiri as saying.

Separately, Mari Alkatiri meanwhile said that his intention to meet leaders of several organizations and political parties in Indonesia was to hold dialogs and share experience as well as provide information on the latest developments in his country.

"The people of Timor Leste believe that if they can overcome all their present challenges, they will sooner or later recover and become a normal state," he said.

The former Timor Leste prime minister also explained that his party had built good relations with various parties in Indonesia and was trying to increase bilateral communications.

He also hoped that cooperation between Moslems in the two countries would develop well.
There are around 3,000 Moslems in predominantly Catholic Timor Leste. They have always lived in harmony with the rest of the people and are never discriminated against. Their Idul Fitri and Idul Adha holy days have also been declared national holidays.